Lembrando Mãe Olga de Alaketu no Julho das Pretas
O mês de julho para as
comunidades negras afro latinas se tornou o “Julho das Pretas”, uma celebração criada em 2013 por grupos de defesa dos
direitos das mulheres negras de todo o país, sob os auspícios de um proeminente grupo ativista, o ODARA.
Em
25 de julho, as mulheres negras afro-latino-americanas, afro-caribenhas e
africanas são homenageadas conjuntamente.
O
objetivo do evento é reunir agencias e grupos que atuam na defesa dos direitos
das mulheres negras, capacitando-as a desenvolver seu posicionamento na
sociedade brasileira como um todo.
É
muito importante sinalizarmos respeito
por todas as mulheres, em
especial as mulheres negras, e com destaque, aquelas que realizam o seu mister
com determinação, apesar de condições adversas.
Por isso,
vamos homenagira
Dona Olga de Alaketu.
O se nome
civil é Olga Francisca Régis, porém, ela ficou conhecida em todo o país como Olga de Alaketu
(Salvador, 1925 - 29 de setembro de 2005).
Seu nome Nagô ou nome
dado por Orixá é Oyafunmi.
Essa mulher negra nascida na Baha, foi uma
sacerdotisa líder da nossa religião tradicional afro-brasileira conhecida como Candomblé. Olga de Alaketu foi Iyalorixá do terreiro Ilê
Maroiálaji,
localizado no bairro de Matatu de Brotas, em Salvador, capital do
Estado da Bahia.
Durante
seus anos de liderança sacerdotal, o Terreiro Maroilaji tornou-se conhecido em todo o país.
Segundo
a tradição, no final do século XVIII, durante a invasão do império do
Daomé ao reino de Queto, no reinado de Akibiorru, duas de suas netas foram sequestradas e levadas como escravas para a “cidade da Bahia” (Salvador), no Brasil.
A
história também nos conta que uma dentre essas duas princesa se chamava Otampe Ojarô, e que,
após nove anos trabalhando como serviçal doméstica, conquistou sua alforria e fundou o Terreiro
Maroiálaji.
Olga
é filha de Dionísia Francisca Régis, neta de Otampe Ojarô, logo da
família Arô, herdeira do trono do reino Quetu, hoje uma cidade tradiconal no território da República do Benin, na África Ocidental.
Por seus
filhos de santo e de sangue, Dona Olga de Alaketu é sempre lembrada como mãe
generosa, carinhosa e acolhedora. Estava sempre disponível para atender aos
seus filhos. Possuía duas qualidades indispensáveis a uma boa líder: paciência e
bom coração.
Olga
de
Alaketu é uma filha espiritual do Orixá Oya, considerada pelos Ioruba
da Nigéria como a
última dentre as sete divindades Iorubá africanas mais conhecidas
e cultuadas em todo o
mundo (Exu,
Ogun, Obatala, Iemanja, Oxum, Xangô, Oya)
Em
1997, ele recebeu um prêmio especial do governo federal do Brasil por seu árduo
trabalho.
Sendo o “Ilê
Maroiá Láji” um terreiro cuja sucessão de liderança obedece à linhagem
sanguínea feminina, após sua morte Olga foi substituída por sua própria filha,
Jocelina Barbosa Bispo
Referencias:

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