A Revolta dos Búzios ou Revolta dos Alfaiates
Um dos movimentos mais importantes pela independência do Brasil, enquanto o país era colônia do reino português, foi uma conjuração ocorrida por volta do final do século XVIII (1798 - 1799), em Salvador, capital da província de Bahia.
Aqui
está um pequeno relato sobre esse que foi um dos acontecimentos mais
importantes da vida dos negros neste país.
Portanto,
no dia 12 de agosto deste ano de 2021, na mesma praça pública onde o regime
colonial português massacrou quatro prisioneiros negros em 1798, dois (duas
doutas mulheres) titulares do Secretariado do governo da Bahia e lideranças
negras de várias esferas da vida social do estado se reuniram em homenagem aos nossos
quatro heróis que tombaram vítimas daquele evento.
Todos
nós tínhamos lágrimas nos olhos.
O
evento desceu à história apelidado de "A Conspiração dos alfaiates"
(porque alguns dos participantes estavam nessa profissão). É também chamada de
"A Conjuração baiana".
Recentemente,
historiadores passaram a se referir ao movimento como "A Revolta dos
Búzios", pois os rebeldes usavam uma pulseira com búzio para identificarem
uns aos outros entre o povo quando em público.
Você
pode não saber, mas o Brasil esteve sob domínio português de 1500 a 1822,
quando foi declarada sua independência.
Você
sabia que o sistema econômico da escravidão no Brasil durou mais de trezentos
anos? Sim, desde o século XV, quando o rei de Portugal tomou esta terra das
mãos dos residentes nativos (apelidados de índios pelos invasores), até finais
do século XIX (século XIX) quando este país se declarou “ independente".
Sabia que devido ao infame tráfico de escravos
cinco milhões de negros africanos foram sequestrados da sua terra natal e trazidos
para este país onde foram vendidos como escravos pelos portugueses nesse
período?
O dia
29 de março de 1549 foi o dia da fundação de Salvador como capital do Brasil.
Assim, esta cidade foi a primeira capital do Brasil, de 1549 a 1763, seguida do
Rio de Janeiro, a partir de 1763, pois as autoridades coloniais decidiram
transferir a capital de Salvador para aquela cidade.
No
entanto, essa mudança aumentou o nível de insatisfação, especialmente entre os
não escravos das classes sociais mais baixas.
Sem
dúvida, como Salvador deixou de ser a capital do país, muitos negócios deixaram
a cidade e isso se tornou o principal motivo do forte declínio da economia e do
aumento das dificuldades econômicas para todos.
Um dos
resultados imediatos foi a diminuição do poder de compra da população em geral,
o que gerou problemas de gestão, pois, por um lado, generalizou-se a escassez
de alguns gêneros alimentares, por outro lado, os impostos recolhidos pela coroa
português tornaram-se demasiado alto para eles. Essa combinação de fatores alimentou
uma cultura rebelde no ambiente.
Foi
nessa situação social que “a Conspiração” de repente estourou.
Assim,
em 12 de agosto de 1798, por conta da traição de um dos rebeldes, a conspiração
foi abortada, e as forças policiais da autoridade colonial da época prenderam
imediatamente 33 homens entre os rebeldes, levando-os a tribunal sob acusação
de traição.
Esses
prisioneiros incluíam onze escravos, seis soldados, cinco alfaiates, um
carpinteiro, um pequeno comerciante, um professor, um cirurgião e um bordador.
Quatro
negros entre eles foram condenados à morte.
Assim,
em 8 de novembro de 1799, as autoridades coloniais os enforcaram em um
logradouro público denominado “Praça da Piedade”, no centro da cidade.
Os
nomes e atividades de cada um desses heróis são:
1.
Soldado Lucas Dantas do Amorim Torres;
2.
Aprendiz de Alfaiate Manuel Faustino dos Santos Lira,
3.
Soldado Luís Gonzaga das Virgens
4.
Mestre Alfaiate João de Deus Nascimento.
Por
conta de ter a abolição da escravatura como um de seus objetivos, essa
Conjuração era muito diferente daquela outra chamada de “Inconfidência mineira”,
conspiração que foi considerada a luta pela liberdade mais importante da
história deste país.
Akiyesi:
Apilẹkọ yìí ti a kọ́ ni èdè Yorùbá latọwọ́ Mawo Adelson de Brito, o jẹ́ didasilẹ
ni atunṣe latọwọ́ Ojogbọ́n Engenheiro Abiodun Jibona
Nota:
Este artigo foi escrito originalmente por Mawo Adelson de Brito e foi brilhantemente
editado pelo Professor Engenheiro Abiodun Jibona
Nota:
Este artigo foi escrito em iorubá por Mawo Adelson de Brito e editado pelo
professor Abiodun Jibona.
Imagem:
https://mst.org.br/2019/11/21/pretas-e-pretos-entoemos-o-canto-da-emancipacao/
(acessado em 09/09/2021

" Eles querem apagar a nossa história, mais não conseguem pois somos pretos quilombolas"
ResponderExcluirIuri ti Lógun 🏹